Meio Ambiente e Livre Arbítrio

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8

de
outubro

Biodiversidade em risco: os recifes de Maracajaú-RN

Município: Maxaranguape, a 60 Km de Natal-RN.

Local: Área de Recifes de Maracajaú (conhecida localmente como Parrachos).

Faz Parte da APA dos Recifes de Corais, Unidade de Conservação criada em 2001.
Tamanho da Unidade: abrange 3 municípios, totalizando 32.500 hactares.
Características: 7 Km da costa, ocupam uma área de 9 Km comp.  e 2km largura.
Ecossistema formado por diferentes tipos de ambientes de fundo: arenoso, recoberto por algas marinhas, recoberto com algas calcárias.
 

 

 

O que é: os recifes de Maracajaú são estruturas calcárias constituídas, principalmente, por arenito, corais e algas calcárias incrustantes que crescem verticalmente até uma altura de 3m.

O que é: os recifes de Maracajaú são estruturas calcárias constituídas, principalmente, por arenito, corais e algas calcárias incrustantes que crescem verticalmente até uma altura de 3m.

 

 

Utilidade: Esses ambientes são importantes para as populações litorâ­neas de pescadores artesanais, que obtêm ali recursos para sua subsistência ou para comercialização em pequena escala.

Problema: as atividades humanas que causam ocupação da costa, pesca predatória e exploração turística, vêm degradando a área. O turismo é intenso na área: nas marés baixas, lanchas rápidas levam centenas de visitantes a estruturas flutuantes instaladas no local para a prática do mergulho livre e autônomo.Diversidade biológica:

Os organismos mais conhecidos e procurados pelos visitantes: corais, peixes, crustáceos e moluscos. Menos procuradas, mas de importância vital para a comunidade recifal, as macroalgas marinhas formam tapetes de cores variadas e intensas. Esses organismos são de grande relevância ecológica, porque constituem a base de diversas cadeias alimentares e também servem de abrigo, berçário e refúgio para diversas espécies de invertebrados e pequenos vertebrados.

 32 espécies de peixe.

 Peixes que vivem escondidos ou camufla­dos (moréias, cavalos-marinhos, linguados e outros) também podem ser encontrados com freqüência em tocas, em fendas de corais e no meio das algas.

 

Entre os invertebrados, destacam-se lagostas, estrelas-do-mar, polvos e ouriços, mas ainda fazem parte da fauna local anêmonas, esponjas e aplísias.

 

No caso dos corais, seis espécies foram identificadas, das quais três pertencem ao grupo dos corais duros e três ao dos corais moles.

 

 

Impacto Ambiental

 

São citados a quebra dos corais pelo impacto das âncoras e a retirada de pedaços destes para comercialização ou como lembrança. Além disso, a poluição decorrente do despejo acidental de combustível e de óleo de motores também tem contribuído para a degradação. Enquanto o turismo intensivo compromete a saúde dos corais, a pesca predatória modifica a relação entre as espécies, gerando um desequilíbrio ecológico na área recifal

A pesquisa, para avaliar o impacto dessa atividade, tomou como base a distribuição de diferentes espécies de macroalgas. Esses organismos são considerados bioindicadores ideais porque sua presença e sua densidade (ou dominância) refletem o grau de perturbação das condições naturais do ambiente.

 

 

Fonte:  SORLANO, E. M.; SILVA, I. B; MARTINS, E. O. VIEIRA. Biodiversidade em Risco. Revista Ciência Hoje, V. 42, N. 247.

 

  

 

 

 

 

 

Arquivado em: Biodiversidade I

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